
Livro: Crestomatia da Imortalidade
Scheilla & Divaldo P. Franco
Após a tormenta, sacudida levemente por ventos brandos, a ramagem esfacelada parece dizer ao arvoredo: "esqueça...esqueça..."
Maltratada pela impiedade do transeunte, o filete d'água, renovado pela fonte, em gotejar, parece ouvir: "esqueça...esqueça..."
Surgindo radiosa após sorver a noite num ósculo de claridade, a manhã feliz parece cantarolar junto às flores: "esqueçam...esqueçam a noite..."
Aplainado por instrumentos cortantes, as farpas caindo do tronco despedaçado parecem repetir-lhe, jubilosas: "esqueça a lâmina...esqueça..."
Triturado na máquina que o converte em pó, o grão de trigo parece balbuciar: "esqueço...esqueço..."
Alanceado pela ingratidão o servidor de Jesus, reunindo as últimas forças "nos joelhos desconjuntados", não tem outra alternativa senão esquecer...esquecer...
Esquecer todo mal para recordar e reter todo bem.
O mal não tem expressão digna de respeito; não merece a nossa inquietude.
Como a noite que desaparece vencida pelo clarão solar, o mal que nos fazem perde a significação ante a meridiana luz da verdade que buscamos.
A ostra, em se defendendo do grão de areia que a invade, converte o importuno visitante em pérola de alto preço.
Como a fonte ultrajada aquieta as águas para continuar dessedentando, o trabalhador de Cristo não se pode deixar empolgar pela aflição com que os outros o ferem, já que é convidado a continuar oferecendo a água lustral da paz e do amor aqueles que o cercam.
Renove-se, pois, na luta de cada dia e não se deixe azorragar pelas pedradas que atestam a resistência da sua convicção.
O cristão legítimo não se detém a contemplar o pântano, se pode remover-lhe o lodo, confiante em que encontrará terra valiosa esperando sementes.
Todo mal que nos fazem é bênção que surge em nosso caminho.
Aprendamos, assim, a converter a dificuldade em edificação e a dor em aprendizado, e nada nos cerceará o passo na marcha para a nossa destinação gloriosa.
Fixemos os nossos deveres em caracteres vigorosos na mente, no coração e nas atividades e, sejam quais sejam os obstáculos e inquietudes que nos assaltam, esqueçamos, esqueçamos...
Scheilla & Divaldo P. Franco
Após a tormenta, sacudida levemente por ventos brandos, a ramagem esfacelada parece dizer ao arvoredo: "esqueça...esqueça..."
Maltratada pela impiedade do transeunte, o filete d'água, renovado pela fonte, em gotejar, parece ouvir: "esqueça...esqueça..."
Surgindo radiosa após sorver a noite num ósculo de claridade, a manhã feliz parece cantarolar junto às flores: "esqueçam...esqueçam a noite..."
Aplainado por instrumentos cortantes, as farpas caindo do tronco despedaçado parecem repetir-lhe, jubilosas: "esqueça a lâmina...esqueça..."
Triturado na máquina que o converte em pó, o grão de trigo parece balbuciar: "esqueço...esqueço..."
Alanceado pela ingratidão o servidor de Jesus, reunindo as últimas forças "nos joelhos desconjuntados", não tem outra alternativa senão esquecer...esquecer...
Esquecer todo mal para recordar e reter todo bem.
O mal não tem expressão digna de respeito; não merece a nossa inquietude.
Como a noite que desaparece vencida pelo clarão solar, o mal que nos fazem perde a significação ante a meridiana luz da verdade que buscamos.
A ostra, em se defendendo do grão de areia que a invade, converte o importuno visitante em pérola de alto preço.
Como a fonte ultrajada aquieta as águas para continuar dessedentando, o trabalhador de Cristo não se pode deixar empolgar pela aflição com que os outros o ferem, já que é convidado a continuar oferecendo a água lustral da paz e do amor aqueles que o cercam.
Renove-se, pois, na luta de cada dia e não se deixe azorragar pelas pedradas que atestam a resistência da sua convicção.
O cristão legítimo não se detém a contemplar o pântano, se pode remover-lhe o lodo, confiante em que encontrará terra valiosa esperando sementes.
Todo mal que nos fazem é bênção que surge em nosso caminho.
Aprendamos, assim, a converter a dificuldade em edificação e a dor em aprendizado, e nada nos cerceará o passo na marcha para a nossa destinação gloriosa.
Fixemos os nossos deveres em caracteres vigorosos na mente, no coração e nas atividades e, sejam quais sejam os obstáculos e inquietudes que nos assaltam, esqueçamos, esqueçamos...
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